quarta-feira, 30 de junho de 2010

Alimentação do Adolescente


A adolescência é o período da vida que compreende indivíduos dos 10 aos 19 anos, 11 meses e 29 dias. O IMC (índice de massa corporal) é o instrumento para a detecção de obesidade, sobrepeso e magreza em adolescentes.
Índice de Massa Corporal (IMC)
- Deve-se usar pontos de corte diferentes do adulto, pois o adolescente está em fase de crescimento.
- Usar IMC em uma curva de distribuição, segundo percentis para sexo e idade (referência: população sadia).
Pontos de corte IMC: p5, p85
Classificação IMC:
   Baixo peso:
   Adequado: p5 – p84
   Risco para Sobrepeso: p85
   Obeso: p85 + Prega cutânea (tríceps e subescapular)
 

Alterações Psicológicas
- Período de maturação do organismo e mente;
- Desenvolvimentos intelectuais e emocionais são rápidos;
- Período de responsabilidades da adolescência (incluindo a alimentar);
- Busca da independência = dissociação dos hábitos alimentares familiares.
Imagem Corpórea
- Desconforto com as mudanças rápidas do corpo;
- Busca da perfeição, igualdade em relação a colegas e ídolos;
- Aumento de peso rápido, depósitos de gordura;
- Consumo de suplementos – ganho de massa muscular;
- Prática de atividade física, antes não realizada.
Recomendações Nutricionais
Energia: deve ser distribuída em: 55 a 60% de carboidratos, 10 a 15% de proteínas e 30% de gorduras.
Colesterol: no máximo 300mg diários.
Gordura saturada: máximo 10% do valor calórico da dieta.
Ferro: necessidades aumentadas em adolescentes, devido ao desenvolvimento muscular, esquelético e endócrino. Uma quantidade de alimentos ricos em ferro, como carnes magras, fígado, vegetais verde-escuros, ovos e leguminosas devem ser incluídos na dieta.
Cálcio: necessidades aumentadas em adolescentes, pois nesta fase ocorre a prevenção contra a osteoporose futura. Além disso, estão em fase de crescimento. As doses diárias recomendadas de cálcio para adolescentes variam entre os 800 mg a 1000 mg por dia.  Alimentos ricos em cálcio devem ser consumidos diariamente: leite e derivados, gergelim, vegetais verde-escuros e verde-claros.
Zinco: é essencial para o crescimento e maturação sexual do adolescente.
Atividade física: as calorias devem ser ajustadas de acordo com a atividade física. O consumo de proteínas não deve ser supervalorizado, em geral obtem-se quantidades suficientes por meio da dieta normal;
Perfil alimentar do adolescente
- Hábitos alimentares de acordo com moda (dietas da moda), influência de amigos, início do consumo de álcool;
- Não tomam café da manhã;
- Fazem dietas restritivas para emagrecer;
- As refeições são à base de frituras, gorduras trans, doces, chocolates e produtos lácteos;
- Substituem refeições por lanches (fast foods);
- Grande consumo de alimentos industrializados.
Hábitos alimentares inadequados na adolescência podem resultar em desenvolvimento de doenças crônicas, doença coronária, osteoporose e alguns tipos de câncer na vida adulta.

Os benefícios da soja e o câncer de mama


A soja apresenta fitoestrógenos, compostos que possuem estrutura química e função semelhante ao estradiol. Eles reduzem sintomas da menopausa, riscos de osteoporose e doenças cardiovasculares. Além de controlar a glicemia (indicado a diabéticos), o consumo de soja reduz os níveis de colesterol total, LDL e triglicerídeos.

A genisteína é uma das mais importantes isoflavonas da soja, pois possui o efeito de inibição do crescimento de células cancerígenas, sendo um potente inibidor da oncogênese. A concentração da genisteína na maioria dos produtos de soja varia de 1 a 2 mg/g.

Sabe-se que as populações orientais apresentam baixa incidência de câncer de mama e próstata, devido ao alto consumo de soja e seus derivados.

A biodisponibilidade das isoflavonas é influenciada pela condição da flora intestinal. O ideal recomendado é de 45 a 60 mg/dia. Doses superiores a essas não devem ser utilizadas por longo período de tempo, pois estudos demonstram ação inversa, estimulando o crescimento de células cancerígenas no tecido mamário. Mulheres com predisposição ao câncer de mama não devem suplementar isoflavonas. Nesse caso, sugere-se apenas o consumo de alimentos ricos em soja, já que não apresentam o fitoquímico tão concentrado.

Previna a rinite pela alimentação


A rinite é considerada um quadro de umidade interna do corpo. Algumas pessoas já nascem com predisposição a desenvolver quadros de umidade interna, que, aliados a hábitos alimentares incorretos, exteriorizam-se como coriza, irritação da mucosa das narinas, lágrimas e espirros. Esse estado pode ser melhorado por meio do consumo de alimentos que diminuem a umidade interna do corpo, tais como: vegetais cozidos com salsa, cebolinha, coentro, hortelã, cereais (arroz, milho verde natural e cevada) em pelo menos uma das refeições. São indicadas também as raízes como gengibre, aipim, beterraba, batata-doce, cará-inhame (cozidos ou assados), feijão e frutas como banana e maçã cozidas com canela.

Evite, principalmente nas crises: carne vermelha, camarão, presunto, linguiça, queijos de qualquer tipo, leite e derivados, melão, melancia, suco de laranja, sorvetes, maionese e molhos muito temperados. Chá de raiz de lótus, gengibre e eucalipto são os mais indicados.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nutrientes que não podem faltar na gestação


Carboidrato
É a fonte de energia do corpo. Sem ele, o corpo queima gorduras e proteínas, o que não é recomendado na gestação.
Carência: fadiga extrema.
Fontes: arroz, batata, aipim, macarrão e pão.
Vitamina A
Auxilia no desenvolvimento celular, no crescimento ósseo e na formação do broto dentário do feto. Interfere no tecido ocular e no sistema imunológico da gestante.
Carência: diminuição das defesas contra infecções.
Fontes: leite e derivados, gema do ovo, fígado, laranja, mamão, couve e vegetais amarelos.
Ácido fólico (deve ser suplementado 3 meses antes da gravidez)
Tem influência na produção de núcleo celular (DNA), que determina a formação do bebê.
Carência: risco de má formação tumoral.
Fontes: fígado e vegetais verde-escuros.
Ferro
É necessário para a formação das células sanguíneas do feto. O aumento do volume sanguíneo na mãe exige maior produção de hemoglobina, pigmento de cor vermelha que dá cor as células do sangue, responsável pelo carregamento do oxigênio.
Carência: anemia.
Fontes: carnes, feijão, vegetais verde-escuros, beterraba e figo.
Vitamina D e E
Mantêm a integridade das células que transportam oxigênio. A vitamina D, aliada ao sol, promove a absorção de cálcio e de fósforo, fixando-se nos ossos e dentes.
Carência: raquitismo na gestante e alteração óssea no bebê.
Fontes: laticínios, fígado e gema. A vitamina E também pode ser encontrada no milho, aveia, feijão e verduras.
Vitamina C
Fundamental para a formação do colágeno, que compõe a pele, vasos sanguíneos, ossos e cartilagem. Aumenta a absorção de ferro e fortalece o sistema imunológico.
Carência: enfraquecimento das defesas imunológicas da mãe e fragilização do tecido vascular.
Fontes: frutas cítricas, manga, banana, caju, rabanete, tomate, pimentão e verduras.
Niacina
Estimula o desenvolvimento cerebral do feto. Tem propriedade de transformar glicose (açúcar) em energia, mantendo a vitalidade das células maternas e fetais.
Carência: diarréia, dermatite e intenso nervosismo na gestante.
Fontes: verduras, legumes, gema do ovo, leveduras (em cápsulas), carne magra, leite e derivados.
Tiamina
Favorece o metabolismo energético materno e fetal, transformando glicose em energia.
Carência: insuficiência cardíaca e fraqueza muscular na gestante.
Fontes: Carnes, cereais integrais, frutas, ovos, legumes e leveduras.
Piridoxina
É importante para o crescimento e ganho de peso do feto, principalmente a partir do segundo trimestre.
Carência: baixo peso fetal e irritabilidade da gestante.
Fontes: trigo, milho, fígado, frango, peixe, leite e derivados e leveduras.
Magnésio
É ativador das enzimas responsáveis pela aceleração das reações químicas no organismo. Atua no funcionamento celular, dando condições para a formação e crescimento dos tecidos
Carência: fadiga excessiva na gestante
Fontes: nozes, soja, cacau, frutos do mar, cereais integraism feijões e ervilhas
Cálcio e fósforo
Participam da formação dos brotos dentários e do esqueleto fetal. O cálcio também atua no processo de coagulação.
Carência: malformação óssea e dentária do feto. Na mãe, gengivite e cãibras.
Fontes: gema do ovo, cereais integrais, leite, vegetais verdes escuros são ricos em cálcio. Carnes magras e laticínios fornecem fósforo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Necessidades nutricionais da mulher nos ciclos da vida


Adolescência (10 a 19 anos)
Fase de grandes modificações físicas, psicológicas e fisiológicas. Requer mais energia e nutrientes. É caracterizada pelo início do período fértil e pela definição dos hábitos alimentares. Nesse período, as mulheres estão suscetíveis a deficiências nutricionais como: anemia, avitaminoses, fadiga e baixo rendimento escolar.
Nutrientes recomendados:
Proteína, ferro, cálcio, zinco, cobre e vitaminas A, C, D e E.
Fase adulta (20 a 40 anos)
Nessa fase, os sintomas da TPM estão mais evidentes. Há maior preocupação com a estética, manutenção de peso e retardo do envelhecimento. É um momento importante para a adoção de hábitos alimentares saudáveis, reduzindo os riscos de doenças, como por exemplo, o câncer de mama. Período fértil propício para a gestação. Constipação é uma das principais queixas das mulheres.
Nutrientes recomendados:
Soja, fibras solúveis e insolúveis, ferro, cálcio, magnésio, ácido fólico e antioxidantes (zinco, selênio e vitaminas A,C, e E).
Fase adulta pré-menopausa (40 a 55 anos)
É uma fase de intensas mudanças físicas, psicológicas e musculares. A menstruação torna-se irregular e os sintomas da menopausa começam a aparecer.
Nutrientes recomendados:
Soja, fibras solúveis e insolúveis, cálcio, vitamina D e antioxidantes (zinco, selênio e vitaminas A, C e E).
Fase adulta pós-menopausa (acima de 55 anos)
Período em que ocorre redução do estrogênio endógeno, o que intensifica os sintomas da menopausa. Há perda de massa magra e óssea intensa, o que aumenta o risco de osteoporose. Também há aumento dos níveis de colesterol LDL e triglicerídeos, o que representa risco para doenças cardiovasculares. A constipação se intensifica nesse período. A fase é de risco para outras doenças como câncer de mama, cólon e diabetes.
Nutrientes recomendados:
Soja, fibras solúveis e insolúveis, cálcio, vitamina D e antioxidantes (zinco, selênio e vitaminas A, C, e E).

Açúcar: um convite para muitas doenças

Um dos grandes malefícios da alimentação moderna é o consumo excessivo de açúcares encontrados em balas, refrigerantes, doces de padaria, pães, biscoitos e outros. Eles são responsáveis por aumentar a incidência de doenças como diabetes, obesidade, hipoglicemia, distúrbios gastrointestinais e mentais.




Efeitos do açúcar no organismo:
1) Não alimenta, apenas drena e consome as vitaminas do complexo B e minerais como o cálcio, pelas exigências da sua digestão e metabolismo;
2) Quando ingerido com outros alimentos, estes ficam retidos no estômago, aumentando a atividade dos sucos gástricos que, por sua vez, aumentam a acidez estomacal;
3) O excesso do açúcar predispõe a diabetes e o aumento de gordura no sangue;
4) Causa fermentação, principalmente se ingerido como sobremesa;
5) Afeta os órgãos, pois o excesso transforma-se em gordura, predispondo à obesidade e ao depósito de gorduras no fígado, coração e rins;
6) No intestino destrói as bactérias benéficas, aumentando a população dos parasitas intestinais, especialmente a Candida albicans;
7) Altera o equilíbrio hormonal e enfraquece os ossos, tornando ácido o sangue. Minerais como cálcio e magnésio são mobilizados para tentar retomar o equilíbrio ácido-alcalino do sangue;
8) Deprime o sistema imunológico;
9) Inibe a produção de enzimas digestivas, interferindo na síntese e digestão de proteínas.
10) Alimenta células cancerígenas, pois a elevação da insulina faz com que o IGF (insulin - like growth factor)  estimule o crescimento das células cancerosas e a capacidade de invadir outros tecidos.
E o açúcar mascavo?
A única diferença é que apresenta ferro na sua composição, mas causa os mesmos efeitos do açúcar branco.

Cálculos renais

É um problema que tem se tornado cada vez mais comum, devido a hábitos alimentares inadequados.
Sintomas
-Dor de um dos lados da região lombar, na barriga ou bacia;
-Micção frequente;
-Sangue e sedimentos na urina;
-Náusea e vômito;
-Calafrios e febre.
Causas
-Desidratação;
-Obesidade;
-Alergias e sensibilidades alimentares;
-Sedentarismo;
-Deficiência de magnésio e potássio;
-Incapacidade genética de absorver adequadamente o cálcio ou de excretar o ácido oxálico.
Muitas pessoas com cálculos sofrem de desidratação. A ausência de fluidos aumenta a concentração de minerais nos rins e, consequentemente, as chances de cristalização dos cálculos. Deve-se consumir de dois a três litros de água por dia. Introduza na sua alimentação farelo de aveia e de trigo, pois reduzem o risco de formação dos cálculos. Suco de limão misturado com um pouco de água quente é outro remédio que ajuda a acidificar a urina e facilita a passagem de cálculos de oxalato de cálcio. O suco de laranja também pode ser utilizado. A vitamina A é muito benéfica para o trato urinário, por isso, consuma diariamente hortaliças amarelas, verdes e cor de laranja. Aumente o consumo de folhas, algas, feijão, soja, amêndoa e maçã, pois são ricos em magnésio. Aipo e salsa ajudam a limpar o trato urinário, então, acrescente-os regularmente às refeições. Devem ser evitados alimentos ricos em ácido oxálico, como: espinafre, tomate, couve, beterraba, chocolate, amendoim, amora preta e morango. Sal, cafeína, açúcar e álcool também devem ser evitados.