domingo, 23 de maio de 2010

Uma dieta que protege o coração

A Espanha lançou uma campanha, junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), para transformar a Dieta do Mediterrâneo em patrimônio cultural da humanidade. É bem conhecida entre os países europeus a baixa taxa de mortalidade cardiovascular entre os povos da área do Mediterrâneo, incluindo Itália, França, Espanha e Portugal em relação aos países do norte e do leste europeu.

A explicação mais provável para esse fenômeno está relacionada à Dieta Mediterrânea, uma forma de alimentação cuja principal característica é sua riqueza em gordura monoinsaturada, o azeite. É muito importante lembrarmos que a Dieta do Mediterrâneo é muito mais que uma dieta rica em gordura saudável, pois além dela, os povos mediterrâneos consomem muitas frutas, cereais e hortaliças, vinho tinto regularmente e uma quantidade muito pequena de gordura saturada, sob a forma de carne vermelha.

Assim, não basta comer azeite, como pensam algumas pessoas, com o objetivo de proteger o coração, é importante uma variedade de alimentos saudáveis e reduzir a ingestão de gorduras saturadas. Essa é a parte mais difícil para os brasileiros, acostumados ao churrasco, à feijoada e a regar a pizza de mussarela com azeite.

O que há de tão especial nos chás?

Vocês já devem ter feito essa pergunta a alguém e devem ter ouvido respostas contraditórias.

Chá verde, chá preto, chá branco, ban-chá... Nós, ocidentais, estamos atentos aos sinais dos benefícios à saúde causados pelos chás derivados de uma planta chamada Camellia sinensis. Já nos familiarizamos com os flavonóides derivados de suas folhas e tidos como benéficos à nossa saúde.

Os outros chás utilizados nos países ocidentais não contêm flavonóides, como os chás de ervas (erva mate, mate, erva cidreira, hortelã e boldo), de flores (camomila) e de frutos (morango e maçã).

As pesquisas em animais e em células isoladas em laboratório são unânimes em mostrar que os flavonóides dos chás têm atividade contra o câncer e o diabetes, aumentam a queima de gorduras e protegem contra as doenças do coração. Mas, em relação aos efeitos em humanos, ainda não conseguimos tal comprovação.

O importante é entendermos que os orientais tomam chá o dia todo, nas refeições básicas e entre elas, servem chá nas reuniões sociais e isso é diferente da atitude ocidental de tomar uma xícara de chá, de vez em quando.

Entre nós, para prevenir doenças e emagrecer, vale mesmo a pena abolir o tabaco, evitar o sedentarismo, ter uma alimentação saudável e alcançar o peso ideal.

Perdi peso, mas não cheguei ao peso ideal...

Muitos afirmam que conseguem reduzir o peso facilmente no início do regime e quando alcançam um determinado peso, simplesmente “empacam” e não perdem mais. “Sempre que chego a esse peso eu não perco mais.”

Na verdade, fazer regime é um exercício duro de ser implementado. Exige estratégias possíveis de serem realizadas, resitência para vencer o cansaço, criatividade para vencer a monotonia e até uma certa dose de teimosia. É uma guerra!

Muitas vezes, ao alcançar uma perda variável de peso a pessoa simplemente para de emagrecer e isso pode acontecer por vários fatores.

À medida em que perdemos peso, nossa queima calórica vai se reduzindo, como uma forma do nosso corpo se proteger das nossas restrições e com isso, muitas vezes, a dieta que inicialmente fazia efeito, passa a não fazer mais.

Mas o fator mais importante para empacar os regimes é mesmo o cansaço da dieta. As pessoas passam a ser mais condescendentes, menos rigorosas com a dieta e mais permissivas com a quantidade e com os tipos de alimentos, “antes” muito bem regulados...

Para dificultar ainda mais a dieta, o peso, embora ainda não ideal, “já não está tão fora do normal” e ainda ouvimos comentários de que estamos ótimos. Isso mina a nossa resistência e dificulta a continuidade do regime.

Como ainda não chegamos ao peso ideal, a manutenção também é impossível, pois não temos pique para manter um peso que ainda não é o ideal.

Neste estágio, pode ocorrer o pior... voltamos a engordar! Afastando de vez a possibilidade do regime dar certo...

E o efeito sanfona prevalece até que tenhamos novo ânimo para recomeçar um novo ciclo.

sábado, 22 de maio de 2010

Tire a roupa e fique à vontade

Aprenda a se valorizar e drible a insegurança

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De luz acesa!

Pode deixar a luz acesa! Fazer do quarto um breu total não é a única solução para você se sentir à vontade com o seu corpo na hora de tirar a roupa para o gato. Para driblar essa insegurança, o caminho passa pela sua auto-estima. Pronta para se valorizar?

Levante a mão a mulher que nunca encanou com um furinho no bumbum ou uma dobrinha a mais na barriga na hora H, prestes a se revelar por inteira ao amado. Nessa situação, bate mesmo um frio na barriga: o que ele vai achar de mim? É natural querer agradar, mas quando as suas formas se tornam um problema tão grande a ponto de não ser possível curtir a transa, o que era bom acaba virando um tormento. E quem sofre é você mesma. “Esse é um tema delicadíssimo para mim. Sempre fui insegura com a minha imagem e, pelo jeito, vou ser para o resto da vida. Não me sinto confortável em ficar totalmente nua sem apagar a luz e invejo quem faz. Isso me atrapalha, pois já deixei de ter relacionamentos que poderiam vir a ser interessantes, assim como acabei não aproveitando momentos gostosos. Não consigo mudar esse meu jeito e me sinto péssima! Devo ser extremamente exigente comigo mesma porque vivo achando mil defeitos em mim, mas nos outros, não. Confesso que não sou nada exigente em relação à beleza masculina. Gosto até dos mais feinhos. Vai entender”, desabafa uma leitora, que preferiu não se identificar. Nestas quatro páginas, você também vai ler outros depoimentos de garotas dizendo o que pensam sobre a nudez. Para tirar o assunto do escuro, o primeiro passo é compreender que beleza e sensualidade são duas qualidades bem distintas. O nosso erotismo transcende a simples imagem corporal. “O sex appeal é atitude, tesão, sentimento, autovalorização, como você se sente e como faz o homem se sentir”, define Nelma Penteado, autora do livro Inteligência Profissional e Afetiva (ed. ND) e consultora de palestras sobre a auto-estima. “Quem disse que uma estética perfeita é passaporte para o amor e para a felicidade? São tantos os pré-requisitos para gozarmos da sexualidade que o que deveria funcionar como uma fonte inesgotável de prazer vira pura frustração”, acrescenta Simone Chedid, ginecologista e terapeuta sexual da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (Sbrash), em Porto Alegre.

Casal que malha junto...

...malha mais e mais feliz.

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Ginástica a dois

A disposição do seu namorado pode ser aquele empurrãozinho que faltava para você abraçar de uma vez por todas a atividade física. Se ele já a convidou para acompanhá- lo na academia e você recusou, repense sua decisão. Como vai ver nos depoimentos a seguir, quem aceitou não se arrepende. “Malhar em dupla é, sem dúvida, muito mais estimulante do que ir para a academia sozinha. Um incentiva o outro a não faltar e até mesmo a pegar mais firme no treino”, diz Almeris Armiliato, consultor de fitness, de São Paulo. No caso de namorados ou casados, a experiência também enriquece a relação. “Durante o exercício pode acontecer um clima de cumplicidade, de carinho que, às vezes, não sobra tempo para a gente ter em casa”, fala o consultor.

O contrário também pode acontecer: você convencer seu namorado a acompanhála na sua rotina fitness. O único perigo – contornável – da malhação em dupla é perder o foco no exercício em si. “Principalmente no início, é comum a dupla deixar a malhação em segundo plano e esquecer da vida conversando, o que tira a concentração”, observa Ricardo Cunegundes, consultor médico da Body Systems, de São Paulo. Problema que se resolve com um pouquinho mais de atenção nos movimentos.

Para a malhação a dois ser um sucesso, o mais importante é compartilhar uma modalidade que seja interessante para os dois e tirar dessa experiência o melhor proveito possível. Inspire-se!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Proteja-se da infecção urinária

Saiba como fugir da infecção urinária, uma das piores inimigas da saúde da mulher

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Dor, ardência e urgência para urinar, incômodo no baixo ventre e, em alguns casos, sangue na urina. Você até pode não ter se deparado com esses sintomas, mas certamente tem uma amiga que já enfrentou uma infecção urinária – metade das mulheres passa por esse problema pelo menos uma vez na vida. Não resta dúvida, estamos mais suscetíveis a essa doença: para cada homem, existem 20 mulheres com esse tipo de infecção.


O que nos fragiliza é o nosso design. Para entender como nossa anatomia joga contra nós, precisamos saber como a contaminação acontece. Na maioria dos casos (cerca de 95%) é provocada por uma bactéria chamada Escherichia coli, presente normalmente na flora intestinal e, consequentemente, ao redor do ânus e no períneo (área entre o ânus e a vagina). No intestino, essa bactéria é inofensiva, mas quando ela invade as vias urinárias a coisa complica. Aí é que entra a fragilidade da anatomia feminina. A vagina fica a pouquíssimos centímetros do ânus. A uretra, canal que leva o xixi da bexiga até a vagina, é curtinha, quando comparada com a dos rapazes. A nossa mede de 3 a 4 centímetros, enquanto a deles tem mais de 10 centímetros. Com essa configuração, a bactéria que está no períneo chega mais facilmente na uretra, porta de entrada para a infecção. Da uretra para a bexiga, onde a doença começa, é um pulo!

Quando o caso complica


Recentemente, um fato chocou o país: a morte da modelo capixaba Mariana Bridi, 20 anos. Ela sofreu uma infecção generalizada, chegou a ter as mãos e os pés amputados, e tudo começou com uma infecção urinária. “A doença é simples e fácil de ser tratada, mas se não for cuidada pode, sim, complicar”, diz Luiz Estevam Ianhez, nefrologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. O caso da modelo não é comum, ela foi infectada por uma bactéria atípica e o quadro evoluiu de maneira surpreendente. Porém, uma cistite, também chamada de infecção urinária baixa, mal tratada pode evoluir para uma pielonefrite, ou infecção urinária alta, caso muito mais grave porque ataca o rim, órgão vital do corpo, causando febre e dor lombar, entre outros sintomas. Nesse caso, a internação hospitalar é necessária.

8 motivos para parar de fumar já

Saiba como se livrar desse vício sem engordar um grama

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As razões

1. Sua pele a salvo

Tudo bem que não dá para fugir do aparecimento de rugas e da perda de elasticidade e viço da pele, que vêm com os anos mesmo. Quem vive com o cigarro na boca, porém, vê esses problemas chegarem mais cedo. “A nicotina atrapalha a irrigação sanguínea, prejudicando a oxigenação das células cutâneas e desidratando a pele”, fala a dermatologista Roberta Teixeira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O resultado é uma flacidez avançada antes do tempo. Tem mais: uma mulher fumante apresenta quase o dobro de rugas do que uma que não fuma, boa parte delas em volta da boca. “Além da repetição do movimento para segurar o cigarro entre os lábios, a fumaça em contato com a pele fragiliza o colágeno da região e favorece o surgimento dos sinais”, descreve a dermatologista Renata Ferreira Magalhães, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

2. Dentes sempre brancos

Difícil conservar dentes clarinhos quando o fumo faz parte do dia a dia. “A nicotina pigmenta o esmalte, deixando-o amarelado”, fala a dentista Denise Tibério, de São Paulo. E não adianta recorrer aos métodos de clareamento para recuperar o sorriso branquinho, pois a mancha deixada pela substância é externa (diferente daquela de vinho e café, por exemplo, que penetra no dente). O ideal para removê-la é realizar limpezas manuais periódicas no consultório – e, claro, manter distância do cigarro. Mas as consequências desse mau hábito vão além da estética. “Fumar deixa a gengiva suscetível à infecção por bactérias e ao risco de periodontite, que é quando essa estrutura (que sustenta o dente) cede e os microrganismos atingem o osso, podendo ocorrer a perda do dente”, alerta o cirurgião dentista Marcelo Kyrillos, do Ateliê Oral, em São Paulo.

3. Paquera em alta

Foi-se o tempo em que mulher fumante era atraente aos olhos dos homens. Uma pesquisa feita com os leitores da revista MEN'S HEALTH mostrou que hoje a história é outra: 62% afirmaram que deixariam de abordar uma garota na balada, por mais linda que fosse, se ela tivesse um cigarro na mão. Pudera: fumar estraga o hálito (pois libera maisde 2 mil substâncias tóxicas derivadas do enxofre) e deixa pele e cabelo impregnados. Mas não é só isso. O tabaco provoca uma alteração nas cordas vocais que as faz vibrar em uma frequência característica do timbre de voz masculino, ou seja, mais grosso. Assim, não tem clima para aquela conversa de pertinho, certo?

4. Fôlego de sobra

Quem malha e fuma rende menos no treino e deixa de aproveitar boa parte dos benefícios dele, já que as toxinas do cigarro agridem o pulmão, dificultando a passagem de ar, prejudicando a oxigenação do organismo e antecipando o cansaço. “As praticantes de atividades aeróbicas (como corrida, ciclismo e natação) sentem ainda mais os prejuízos, pois essas modalidades utilizam mais oxigênio”, fala o fisiologista do exercício Paulo Zogaib, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). E, com o tempo, o quadro tende a piorar. “A partir dos 30 anos, fumantes perdem, a cada ano, o dobro da capacidade respiratória de quem não fuma”, alerta o pneumologista Sérgio Ricardo Santos, da Unifesp.

5. A vida fica mais gostosa

Menos cheiro e menos sabor. É assim, sem metade da graça, que fica a vida de quem não larga o cigarro. “Inalar o odor do tabaco todo dia satura o olfato e diminui a capacidade de sentir cheiros”, explica o otorrinolaringologista Luciano Rodrigues Neves, da Unifesp. Como olfato e paladar estão ligados, a capacidade de perceber o sabor também fica comprometida. Para piorar, fumar estimula a formação da saburra (aquela camada esbranquiçada que se forma na parte de cima da língua pelo acúmulo de resíduos de alimentos e células que se descolam naturalmente da boca). “Isso atrapalha a atividade das papilas gustativas, responsáveis por sentir o gosto dos alimentos”, completa Marcelo Kyrillos.

6. Bebê à vista

O consumo frequente de nicotina reduz em até três vezes as chances de a mulher ficar grávida. “A substância altera o funcionamento dos ovários, afetando a qualidade dos óvulos produzidos e diminuindo a regularidade das ovulações”, destaca a ginecologista Rosa Maria Neme, do Centro de Endometriose São Paulo. “E também prejudica a vascularização do útero, aumentando o perigo de aborto”, completa. O cigarro ainda encurta a fertilidade em até quatro anos, deixando, nesse período, o organismo exposto a níveis menores de estrogênio. “Sem a proteção do hormônio reprodutivo, rescem os riscos de desenvolver osteoporose, doenças cardiovasculares e colesterol alto”, alerta a médica.

7. Coração protegido

Fumantes correm 70% mais risco de sofrer um infarto em comparação com quem não fuma, porque o cigarro abre as portas do corpo para fatores de risco para a doença: promove o depósito de colesterol na parede das artérias e a oxidação dele (favorecendo a formação de coágulos que podem provocar ainda um derrame cerebral) e facilita a coagulação do sangue (dificultando a circulação). “Mais da metade dos pacientes com doenças coronárias é fumante”, aponta o cardiologista Ricardo Pavanello, do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. Se você toma pílula anticoncepcional, então, o perigo aumenta. “O estrogênio presente no remédio faz o sangue coagular mais rápido, aumentando os riscos de formação de trombos”, diz o cirurgião vascular Ricardo Aun, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

8. Bem longe do câncer

A associação entre o cigarro e a doença é automática. E, nas mulheres, ela tem uma razão para ser mais frequente. “A combinação do tabaco com os hormônios femininos favorece a mutação de genes que podem causar câncer”, explica o pneumologista Daniel Deheinzelin, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. E quem acha que só o pulmão é afetado pelo mau hábito está enganada. Nas mulheres, o tabagismo está relacionado ainda ao câncer de mama e de colo do útero. “Isso sem falar nos tumores de boca, laringe e faringe, que em 97% dos casos estão ligados ao cigarro”, afirma Daniel.